Marcha pela Saúde

Noticias e Comunicados

Nota de imprensa


Porto Alegre, 30 de Janeiro de 2005 – As mulheres da Marcha Mundial das Mulheres tiveram uma presença activa durante o 5º Fórum Social Mundial que decorreu entre 26 e 31 de Janeiro de 2005. A Marcha apresentou a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade para construir um mundo baseado na Igualdade, na Liberdade, na Solidariedade, na Justiça e na Paz.

Durante este Fórum, a Marcha Mundial das Mulheres organizou:
- Uma Assembleia durante a qual apresentou as acções que vai organizar em 2005;
- Um debate sobre Feminismo e Movimento Altermundialista
- Um atelier sobre Feminismo, Paz e Desmilitarização

Estas actividades foram seguidas por inúmeras mulheres dos diferentes países presentes no Fórum. Estiveram presentes delegadas da Marcha provenientes do Brasil, da Argentina, da Bolívia, do Chile, da Colômbia, do Equador, do México, do Peru, do Québec, de Salvador, de França, da Itália, de Portugal, da Suíça.

A Marcha Mundial das Mulheres participou igualmente em numerosas actividades e campanhas organizadas por outros movimentos e redes, nomeadamente no Laboratório de Acções Feministas que decorreu no Acampamento da Juventude, onde propôs análises e acções contra a violência sexista, a mercantilização do corpo e da vida das mulheres e a favor do direito ao aborto.

Em todos os debates, a Marcha traz uma visão feminista e crítica do mundo, denunciando o patriarcado e o capitalismo que são fontes de opressão, de dominação, de exclusão. A Marcha luta por impor uma revolução feminista contra a “mundialização machista”.

A Carta será acompanhada de acções que irão desenrolar-se entre o 8 de Março e o 17 de Outubro de 2005. Durante este período, a Carta passará por 53 pontos do mundo, da América Latina à América do Norte, passando pela Europa, a Ásia, a Oceânia, o mundo árabe, a África e as mulheres organizarão actividades em todas as regiões do mundo. O lançamento desta Carta mundial terá lugar no dia 8 de Março de 2005 em S. Paulo, no Brasil, sendo o local de chegada a cidade de Ouagadougou, no Burkina Faso, a 17 de Outubro de 2005. Durante este percurso, as mulheres destes diferentes países irão construindo uma Manta que acompanha a Carta, a qual reflectirá os valores que estão na base da Carta. A 17 de Outubro haverá uma acção mundial – as 24 Horas da Solidariedade Feminista.
A Marcha Mundial das Mulheres é uma rede mundial de acções feministas que reúne 5.500 grupos de mulheres de 163 países e territórios. A Marcha Mundial das Mulheres luta pela Eliminação da Pobreza e da Violência contra as Mulheres

Contactos em Portugal:
- AJP – www.ajpaz.org.pt – Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. – (T) 239-642815
- ILGA – http://ilga-portugal.oninet.pt/ – Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. 21 887 39 18
- UMAR – Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. – (T) 21886709

Sábado 28 de Janeiro - 20 h - Mercado da Ribeira- Lisboa

 

Inserido nas iniciativas dos 30 anos da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta vai realizar-se um jantar de homenagem às feministas dos anos 70 e 80, que ousaram, nessas décadas, percorrer novos caminhos dos feminismos em Portugal.
Escolhemos o mês de Janeiro como símbolo de um acto público mal amado há 31 anos atrás: a manifestação no Parque Eduardo VII,  promovida pelo MLM a 13 de Janeiro de 1975. O jantar destina-se também a obter fundos, através de um leilão de obras de arte, para um centro de documentação que a UMAR está a criar e que se irá chamar Elina Guimarães, em homenagem a uma grande feminista portuguesa do século XX.
Serão homenageadas 25 mulheres pertencentes a diversos grupos e associações feministas que já não têm existência, assim como outras mulheres que se envolveram a título pessoal na luta feminista.
A UMAR, ao completar 30 anos de vida, sente ser seu dever histórico prestar a devida homenagem a estas mulheres que ousaram afirmar-se como feministas numa época em que não era fácil assumirem-se como tal.

"Elas ousaram escrever um livro de ruptura com um tempo histórico
de clausura para as mulheres e para o país
Elas afirmaram-se como feministas apesar dos riscos
Elas falaram da dominação masculina
Elas trouxeram para o debate público a contracepção e o aborto
Elas falaram das sexualidades
Elas procuraram tornar visível a violência sobre as mulheres"
(parte do texto do folheto convite para o jantar)

Lisboa, 25 de Janeiro de 2005
UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres

 

Conferência de Imprensa
Dia 24 de Novembro 2004, 4ª feira – 14.00 horas
na Livraria Ler Devagar
Rua S. Boaventura, 115 a 121 – 1200-408 Lisboa

A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta é uma Organização Não Governamental de defesa dos Direitos das Mulheres. Uma das suas áreas preferenciais de intervenção é o combate à violência contra as mulheres.
A UMAR dispõe de vários serviços de atendimento a mulheres no Continente e nos Açores – Centros de Atendimento, Serviço de Urgência para intervenção em situações de crise/risco e a gestão de uma Casa Abrigo.

Na passagem de mais um Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres lança uma campanha nacional cujo lema é “A Violência Doméstica também MATA – Não Podemos Ignorar”.

Apelamos aos senhores e às senhoras jornalistas para que estejam presentes na Conferência de Imprensa de apresentação da referida campanha, onde entre outros aspectos:

  • divulgaremos informação sobre todas as mulheres assassinadas durante este ano por maridos, companheiros ou namorados;
  • divulgaremos a nossa experiência de intervenção junto a centenas de mulheres;
  • apresentaremos as campanhas internacionais nas quais a UMAR está envolvida, nomeadamente as desenvolvidas pela Marcha Mundial de Mulheres;
  • divulgaremos a lista de artistas que se associaram a esta campanha oferecendo obras da sua autoria.
  • O combate à violência contra as mulheres é um combate de civilização, da democracia e da cidadania – não podemos ignorar!

Lisboa, 22 de Novembro de 2004
A Direcção da UMAR

Senhor Primeiro Ministro até quando as mulheres em tribunal?

 

A 3 de Março deste ano, na Assembleia da República, a coligação de direita PSD/CDS-PP recusou aprovar um referendo que dessa a palavra às cidadãs e cidadãos portugueses sobre a alteração da actual lei do aborto que criminaliza as mulheres e as coloca em tribunal.
Na altura, o Senhor Primeiro Ministro disse sentir-se "incomodado" com estes julgamentos mas que os seus "compromissos eleitorais" não permitiam avançar já para um referendo. Contudo, os últimos resultados eleitorais penalizaram fortemente o governo pelas suas políticas e convidaram-no a rasgar os ditos "compromissos eleitorais", eles próprios, penalizadores da vida de milhares de pessoas.
As mulheres que estão a ser julgadas no tribunal de Setúbal vão ter as suas vidas marcadas por um processo que as criminaliza. Um processo de tal forma violento, que nem mesmo a imensa solidariedade que lhes possamos prestar irá eliminar, por completo, a mágoa de não serem cidadãs livres de fazer as suas opções pessoais.
O Relatório do Parlamento Europeu sobre os Direitos Fundamentais de 22 de Março deste ano, no seu primeiro capítulo sobre "Respeito pela Dignidade" afirma: "Na União Europeia, muitas mulheres ainda não usufruem do direito ao aborto. Exorta-se os estados membros a garantirem a igualdade de acesso de todas as mulheres, incluindo as jovens, as pobres e as imigrantes, ao aborto seguro e legal, à contracepção de urgência, a serviços de saúde sexual e reprodutiva a preços moderados e à educação sexual". Após uma campanha eleitoral para um Parlamento Europeu que produz textos deste tipo, como pode Durão Barroso continuar a negar o direito de nos pronunciarmos através de um referendo sobre esta matéria?
Portugal, a Irlanda e a Polónia são os países europeus onde as mulheres ainda não podem decidir interromper uma gravidez que não desejam. Mas de "actos de fé" deste tipo, com as mulheres sentadas nos bancos dos tribunais, somos os "pioneiros". Imagem que devia envergonhar quem nos governa.

Apelamos à presença solidária com as mulheres em julgamento amanhã, dia 15 de Junho, às 9 h no Tribunal de Setúbal.

UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta
14/6/2004

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