Marcha pela Saúde

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As trabalhadoras da TAP foram mais uma vez discriminadas! Se já não bastasse terem-no sido pela sua entidade patronal, foram-no agora pelo próprio Primeiro-Ministro e, assim, pelo Governo Português! Não existam dúvidas de que se trata mesmo de um acto gritante de discriminação, de género e laboral. Concretamente, estas trabalhadoras não acederam aos prémios da empresa em 2007, não porque faltaram, mas porque estiveram a usufruir da sua licença de maternidade prevista na lei e que é equiparada a tempo de serviço efectivamente prestado, sem qualquer perda de regalias ou direitos. Não o foi para estas trabalhadoras…

 

A UMAR congratula-se pela aprovação pela Assembleia da República, à data de hoje, da lei que consagra o acesso ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo, alargando esse direito a um grupo de pessoas historicamente excluído do seu usufruto.
A nova lei, apesar de representar um indiscutível progresso, estabelece, no entanto, novas discriminações e mantém um vazio legal em relação a um conjunto de situações de facto que carecem de regulamentação. 

13 de Janeiro | 12.30h | Parque Eduardo VII

No próximo dia 13 de Janeiro, celebra-se os 35 anos da primeira manifestação feminista, em Portugal, convocada pelo MLM (Movimento de Libertação das Mulheres) e a UMAR não podia deixar de recordar aquele momento histórico.

Por isso, no dia 13 de Janeiro estaremos lá, de novo! Connosco estarão algumas das protagonistas da época. Queremos assinalar este local como um dos futuros pontos dos Roteiros Feministas na cidade de Lisboa.

Apelamos à presença de todas as pessoas que querem evocar um feminismo que foi silenciado, mas que procura romper barreiras nos tempos actuais!

Aparece com uma peça de roupa roxa, às 12.30h, no canto superior direito do Parque Eduardo VII, junto ao n.º 28 da Av. Sidónio Pais. Vamos colorir o parque de roxo, ouvir as histórias das feministas que se manifestaram naquele local, em 1975, e conviver ao som de música feminista!

35 anos depois, ocupemos o espaço público, feministizemos o Parque Eduardo VII!

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Sim ao referendo para alterar a lei
Não mais adiamento

 

Nunca se esteve tão próximo de acabar com uma lei que tem causado um dos maiores sofrimentos das mulheres portuguesas ao longo de décadas.
Desaproveitar esta oportunidade seria um erro político dos partidos que à esquerda ganharam a confiança política dos eleitores e eleitoras. Saudamos a posição dos partidos, que tendo-se comprometido com o referendo para alterar a lei, estão a enveredar todos os esforços para que este se realize antes do Verão. A vontade política para que este grave problema da sociedade portuguesa se resolva tem de encontrar também eco no Presidente da República. E esperamos poder contar com essa decisão favorável não empurrando o referendo para datas incomportáveis, adiando mais uma vez o que não pode ser mais adiado.
"Tréguas judiciárias" ou outros expedientes são propostas para adiamento do problema. Pode-se evitar a ida de mulheres a tribunal, mas a questão de fundo fica por resolver: a clandestinidade, o aborto feito sem segurança que leva muitas mulheres às urgências dos hospitais, colocando-as na situação de "fora da lei", humilhando-as, porque não podem exercer um direito que é seu. Decidir interromper uma gravidez que não desejam é um direito civilizacional negado há dezenas de anos neste país.
Há quem tenha medo do referendo. A direita não quer o referendo porque sabe que estão criadas as condições para que o venha a perder. É possível derrotar nas urnas o conservadorismo e as posturas fundamentalistas sobre as quais sectores católicos progressistas se têm vindo a demarcar.
Está na hora de resolver de uma vez por todas
o que não pode ser adiado.

R. S. Lázaro, 111, 1º - 1150-330- Lisboa ; 218867096; Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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