Marcha pela Saúde

Noticias e Comunicados

Apresentação dos dados relativos a 2006

Conferência de Imprensa

A UMAR assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres com uma conferência de imprensa sobre os dados relativos ao Homicídio Conjugal em Portugal.

Esta iniciativa terá lugar no dia 24 de Novembro, 6ª feira, às 11:30 horas, no Museu República e Resistência, na Rua Alberto de Sousa nº 10 – A, em Lisboa.

Esta sessão de apresentação de dados relativamente ao ano de 2006, insere-se no Observatório de Mulheres Assassinadas que a UMAR criou em 2004.

Pelo interesse desta temática e sua divulgação junto do público, agradece-se a presença dos/as senhores/as jornalistas nesta sessão.

A Presidente da UMAR,
Elisabete Brasil

Lisboa, 23 de Novembro de 2006
Dia 23 de Outubro, pelas 12h, na Rua Pau da Bandeira, nº 9, (Alcântara), a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta — irá proceder à entrega de uma Carta ao Senhor Provedor da Justiça, requerendo um parecer sobre a desadequação do Código Deontológico dos Médicos em relação às leis do País.

Esta iniciativa da UMAR baseia-se no facto do Art. 47º do mesmo Código ser, em matéria de aborto, mais restritivo do que a lei penal vigente, nem sequer admitindo a intervenção no caso de violação ou doença grave ou malformação congénita do feto.

Sendo os Códigos Deontológicos declarações de princípios éticos que devem acompanhar e estar em consonância com os caminhos que a humanidade e a civilização tenham sido capazes de percorrer, não podem desrespeitar os princípios normativos vigentes, pelo que se impõe um esclarecimento sobre esta matéria.

Após a entrega da Carta ao Senhor Provedor de Justiça, a UMAR estará disponível para responder às solicitações e questões que nos possam ser colocadas pelos/as senhoras e senhores jornalistas.

UMAR, 20 de Outubro 2006
UMAR- União de Mulheres Alternativa e Resposta
Elisabete Brasil: 969373703; Maria José Magalhães: 964107442; Alice Brito: 965124305
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Acabar com os julgamentos das mulheres
Por uma ampla participação cívica para modernizar o País!

 

Saudamos a posição da Assembleia da República, ao aprovar a realização de um referendo sobre o aborto em Portugal. A UMAR espera que a vontade política para que este grave problema da sociedade portuguesa se resolva venha encontrar também eco no actual Presidente da República.

A sociedade portuguesa está preparada para enfrentar esta importante batalha em prol da dignidade de todas e de todos nós, pelo direito a decidir dos nossos destinos, por uma maternidade e paternidade conscientes. Apelamos a uma ampla participação de mulheres e homens em torno do exercício da cidadania por parte das mulheres, no caminhar de um movimento em que as vozes das mulheres se façam ouvir e engrossem os coros e as polifonias que a longa história da luta pelos seus direitos humanos vem revelando.

A UMAR empenhar-se-á na campanha pelo SIM no referendo. É possível derrotar nas urnas o conservadorismo e enfraquecer as posturas fundamentalistas, das quais diversos sectores da sociedade portuguesa, incluindo muitos e muitas católicos/as, se têm vindo a demarcar.

Algumas consciências hipócritas querem vir a apelar à suspensão dos julgamentos, deixando a guilhotina suspensa sobre a cabeça das mulheres, seus familiares e profissionais de saúde que as/os ajudaram. Nós levantamos a nossa voz para que nenhuma mulher seja perseguida por ter decidido interromper uma gravidez indesejada. Nós levantamos a nossa voz para combater o aborto clandestino.

Está na hora de resolver de uma vez por todas
o que não pode ser adiado.

UMAR, 19 de Outubro 2006
UMAR- União de Mulheres Alternativa e Resposta
R. S. Lázaro, 111, 1º - 1150-330- Lisboa
218867096;
Elisabete Brasil: 969373703;
Maria José Magalhães: 964107442;
Almerinda Bento: 966331059
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É demagógico e moralmente desonesto o comunicado da APFN por diversas razões. Em primeiro lugar, nos países europeus onde a taxa de natalidade é superior à de Portugal, nomeadamente França (1,89), Noruega (1,8), Dinamarca (1,77), Finlândia (1,73) , o aborto é legal e, em alguns casos, há mais de três décadas. Lamentamos os malabarismos torpes que se utilizam para descredibilizar e pôr em causa o Ministro da Saúde, Correia de Campos, pois é por demais evidente e consensual que a taxa de natalidade não depende do número de abortos legais realizados, mas sim das condições sócio-económicas, bem como do desenvolvimento, por parte do Estado, de políticas sociais eficientes.

Parece-nos sensato e desejável um incentivo claro à maternidade e paternidade conscientes por parte do Estado, assim como por parte de toda a sociedade. Ao Estado caberá apoiar todas as famílias através de políticas que proporcionem uma rede de apoios eficazes, eficientes e de qualidade.

A Interrupção voluntária da gravidez, quando realizada em situação de ilegalidade e insegurança, impede as mulheres de exercerem uma maternidade consciente e, o que é ainda mais grave, constitui uma das causas de infertilidade, situa-se entre a 1ª e a 2ª causa de morte materna e é uma das principais causas de morbilidade materna. Isto significa que é a clandestinidade que traz mais custos ao Serviço Nacinal de Saúde e maior ocupação dos serviços, como fica provado pelos dados da Direcção Geral de Saúde. Em 2003, em 1100 complicações pós-abortivas, uma parte significativa diz respeito a interrupção voluntária da gravidez realizadas de forma ilegal e insegura, sendo que algumas mulheres encontraram a morte, como aconteceu com Lisete Moreira.

Mais ainda, o aborto legal e seguro é um procedimento médico extremamente seguro, não implica internamento e pode ser realizado em ambulatório, por exemplo, pelos/as médicas/os de família, sem custos adicionais.

Por tudo isto, a legalização do aborto, a par do planeamento familiar e da educação sexual, serão a única via para a melhoria da saúde e da qualidade de vida das famílias portuguesas.

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