Marcha pela Saúde

Noticias e Comunicados

Comunicado Médicos IVG 2022

A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta considera inaceitável o critério de avaliação dos/as médicos/as de família que os/as penaliza no caso de suas utentes terem feito uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) ou de terem doenças sexualmente transmissíveis.

Ambos os critérios são inadmissíveis e persecutórios dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

É afirmado, no próprio documento produzido pela Administração Central de Saúde e validado pela DGS – Direção Geral de Saúde que o objetivo é "diminuir o número de gravidezes indesejadas".

Isto é algo de perverso, quando sabemos que o número de abortos tem vindo a diminuir, desde a aprovação da lei que em 2007 despenalizou o aborto até às 10 semanas. Concordamos com a posição da Federação Nacional dos Médicos que contesta este critério.

Somos a favor do Planeamento Familiar e se existem falhas é porque faltam médicos/as nos Centros de Saúde.

Além do mais, mesmo que uma mulher faça contraceção acompanhada pelo/a médico/a, podem surgir situações de gravidezes indesejadas e as mulheres têm todo o direito a utilizar a lei da IVG. Não pode ser pressionada pelo/a seu/sua médico/a a não interromper a gravidez, só porque essa situação possa ser penalizadora na sua avaliação. Da mesma forma que não devem ficar excluídas da prevenção das DST/IST, quando esta tem de ser reforçada.

Exigimos que o Ministério da Saúde não aceite estes critérios! Numa sociedade democrática e livre não podemos aceitar nenhum passo atrás.

UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta
Comunicado 25042022 1

As mulheres que saíram à rua no 25 de abril de 1974 e nos dias e meses seguintes traçaram um caminho de força, reivindicação e insubmissão que se traduziu em 1976 na formação da UMAR.
Muitas dessas mulheres, que estiveram na ocupação de casas porque queriam uma casa digna para viver, que gritaram nas manifestações "Casas Sim, Barracas Não", que autogeriram fábricas abandonadas pelo patronato, que estiveram nos cursos de alfabetização, a ensinar e a aprender, ajudaram a formar a UMAR, na altura designada por União de Mulheres Antifascistas e Revolucionárias.

Neste ano, em que a publicação das Novas Cartas Portuguesas perfaz 50 anos, queremos erguer a memória em relação a esta obra ímpar da literatura portuguesa e dos feminismos em Portugal.
Queremos, ainda, saudar todas as mulheres, que nestes últimos 48 anos, se têm envolvido nas lutas pela defesa dos direitos das mulheres e contra as suas múltiplas discriminações.
Contudo, existem ainda muitas e muitas mulheres que, nos tempos atuais, se sentem discriminadas, injustiçadas, sem acesso a questões fundamentais como o direito a uma habitação digna, com vidas precárias, sujeitas a violências que podem culminar em femicídios.

É por essas mulheres que a UMAR quer continuar a lutar.
É contra os retrocessos que o conservadorismo quer impor que nos queremos mover.
É para dar mais força aos feminismos plurais dos tempos atuais que agimos.
É para apoiar os caminhos de insubmissão e de autodeterminação das mulheres que existimos.

A Direção da UMAR
25 de Abril de 2022
No dia 8 de março a UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta vai estar nas marchas e manifestações contra todo o tipo de discriminações, na luta contra o machismo, o racismo, a lesbofobia, solidarizando-se com as mulheres de todo o mundo, na greve feminista e em todas as ações que defendam os nossos direitos.

Insurgimos-nos contra a guerra e a invasão da Ucrânia e contra este sistema de guerra permanente em que vivemos, com conflitos localizados em regiões que são sacrificadas em prol da acumulação de poder por parte das superpotências. Como tem acontecido em muitos outros lugares do mundo, são sempre os povos, especialmente as mulheres, as pessoas LGBTQIA+, racializadas, as crianças e as pessoas mais velhas quem mais sofrem, devido ao mesmo sistema patriarcal que manda os homens para as guerras e que os mata. O mesmo sistema legitimado pela NATO, que vê nesta guerra uma oportunidade para se reforçar e para defender a corrida ao armamento, cujos gastos serão pagos por todas e todos nós. Bem sabemos que aqui não há "maus", nem "bons" mas sim interesses políticos, militares e económicos que são colocados à frente de vidas humanas e da vida do planeta.

Mais artigos …