UMAR divulga dados de Mulheres assassinadas 2008
Campanha “Nem mais uma!”
Ciclo de Cinema “UMAR-te assim perdidamente” | 12-18 Maio, FPCEUP
A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta anunciou hoje (05.05.08), em Conferência de Imprensa no Porto, o número de mulheres assassinadas no primeiro trimestre de 2008.
17 foram as mulheres assassinadas, a nível nacional, e 11 as vítimas de tentativa de homicídio.
A maioria das vítimas fatais situa-se na faixa etária dos 55 aos 65 anos, seguida da faixa dos 20 aos 30 anos.
A prevalência geográfica dos assassinatos é a zona Centro.
A associação lançou um apelo à conjugação de esforços para a erradicação da violência sobre as mulheres, frisando a necessidade de uma acção concertada a vários níveis:
1. Alerta social e combate à permissividade perante os assassinatos conjugais – a campanha “Nem mais uma!”, lançada pela Marcha Mundial de Mulheres, é uma forma de fazer essa denúncia social.
2. Prevenção da violência e sensibilização de públicos jovens no sentido de detectarem sinais de agressividade e controlo, bem como desenvolverem comportamentos e atitudes assertivas, nas relações de intimidade.
3. Sustentabilidade das respostas jurídicas, psicológicas e sociais dos centros de atendimento e acompanhamento a vítimas de violência doméstica, em parceria e em rede com várias entidades.
A UMAR anunciou ainda a realização do ciclo de cinema, seguido de debate com especialistas convidados/as, “UMAR-te assim perdidamente… ou: a caminho do Congresso Feminista 2008”, a realizar-se entre 12 a 18 de Maio, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, pelas 21.00h.
Esta iniciativa propõe-se, precisamente, juntar esses 3 níveis do combate à violência sobre as mulheres: alerta social, prevenção e atendimento qualificado e eficaz.
Pelo cinema e pelo debate suscitado pelos filmes, contribui-se para a mudança de mentalidades, logo para a transformação social.
Criam-se também dinâmicas de prevenção de comportamentos violentos e de tomada de consciência de situações opressoras para as mulheres.
É ainda através deste ciclo que a associação procura angariar fundos que tornem financeiramente viável o Centro de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica, da UMAR. A associação lembra que este centro funciona desde Janeiro de 2007 com equipas de voluntariado e voluntariado técnico e que tal não é suficiente para a sustentabilidade das respostas às mulheres.
